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O afastamento de uma criança ou adolescente do convívio com sua família de origem nunca é desejável, pelo contrário, deve sempre ser a última medida a ser tomada, depois que todas as alternativas de permanência foram esgotadas.

No entanto, sendo necessário, o acolhimento em família acolhedora mostra-se mais vantajoso do que o acolhimento em instituições, para a maioria das crianças e adolescentes. Isto porque esta modalidade oferece:

  • Atendimento personalizado e individualizado, em ambiente familiar, permitindo a organização de uma rotina focada na criança e/ou adolescente e não voltada ao funcionamento da  instituição, com rotina coletiva;
  • Estabelecimento de vínculos afetivos mais estáveis e próximos com adultos de referência, favorecendo seu desenvolvimento de forma saudável;
  • Maior acesso à convivência comunitária e, consequentemente, uma maior possibilidade de vivenciar vínculos com os membros dessa comunidade.

Além disso, existem vantagens do ponto de vista da gestão do serviço de acolhimento. Algumas delas são:

  • Menor custo que o acolhimento institucional, pois não há despesas oriundas da oferta ininterrupta do serviço, como tarifas de água, luz, aluguel, manutenção de imóvel, pagamento de pessoal permanente (educadores, cuidadores, auxiliares, serviços gerais), dentre outros custos;
  • Maior possibilidade de investimento da equipe técnica na atuação psicossocial, com estudos de caso e articulação da rede de serviços no território, uma vez que há menos demandas de caráter institucional;
  • Otimização de custos com recursos humanos e demandas de gestão de pessoas, uma vez que no caso do SFA a equipe profissional é reduzida, por ser mais voltada às funções de coordenação e técnicas e menos àquelas operacionais e de cuidado com as crianças e adolescentes (desempenhadas pelas famílias acolhedoras);
  • Diminuição das questões correlatas à manutenção do cotidiano institucional: alimentação, rotina das crianças e adolescentes, entre outros.

Além das vantagens citadas acima, a interpretação dos dados do Censo SUAS 2018 indica que  o tempo de permanência no acolhimento é menor no acolhimento em família acolhedora, comparado ao acolhimento institucional. Do total de crianças e adolescentes em acolhimento institucional, 40% ficam acolhidos até 6 meses, enquanto no acolhimento familiar, 82,5% permanecem por até 6 meses.

Uma hipótese que explica isso é que enquanto crianças e adolescentes ficam aos cuidados das famílias acolhedoras, a equipe técnica do SFA pode se concentrar em um acompanhamento mais próximo e ágil do processo.

É importante dizer que mesmo com as inúmeras potencialidades que o SFA apresenta, as complexidades da modalidade se fazem presentes no cotidiano de suas ações e somente com trabalho técnico comprometido e de qualidade será possível garantir que o serviço seja protetivo e reparador.

Outra ressalva é que o serviço de acolhimento institucional segue sendo válido e inclusive vantajoso em alguns casos. Não trata-se de extinguir esta modalidade de atendimento, e sim de priorizar e ampliar a modalidade de acolhimento familiar.

Para saber mais sobre as vantagens dessa modalidade, consulte o Caderno 1 do Guia de Acolhimento Familiar.

DIVULGUE ESSA IDEIA

Divulgar a proposta do SFA e mobilizar famílias interessadas em acolher são etapas fundamentais para o sucesso do serviço! Mas a comunicação desta causa é muitas vezes um desafio para as equipes, que já desempenham tantas funções. Conheça e use gratuitamente o material de divulgação disponibilizado aqui.

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