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Família acolhedora é mais benéfico que acolhimento institucional?

A questão principal que responde a essa pergunta é no que se refere à construção de vínculos afetivos e do cuidado integral à criança ou ao adolescente.

A falta de vínculos estáveis e a insuficiência de estímulos adequados trazem prejuízos, algumas vezes irreversíveis, ao desenvolvimento das crianças, seja no campo psicológico, psicomotor, cognitivo e de linguagem.

Durante a primeira infância, principalmente, se a criança for privada da relação com um cuidador principal ou se vivenciar relações sem qualidade e estimulação, o processo de crescimento e desenvolvimento do cérebro será seriamente afetado.

No Brasil, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), menos de 5% das crianças e adolescentes acolhidos estão aos cuidados de Famílias Acolhedoras.

Os modelos mais utilizados atualmente, o Acolhimento Institucional (abrigos e casas lares), mesmo havendo profissionais competentes e estruturas para suprir as necessidades básicas, na maioria das vezes não há vínculos afetivos estáveis e duradouros capazes de prover o acolhido com referenciais que assegurem seu pleno desenvolvimento físico, social e emocional, devido às condições inerentes ao modelo (alta rotatividade de funcionários é uma dela e número baixo de funcionários para o número de crianças também, por exemplo).

Outro ponto a se observar no modelo de acolhimento institucional é que há dificuldades de se manter plenamente o respeito às características e necessidades individuais de cada acolhido e à sua história de vida, o que gera problemas ligados ao autoconceito positivo, à sua saúde emocional e ao seu desenvolvimento integral. Além do que, o modelo institucional priva, de certa forma, a criança e o adolescente do convívio social e comunitário, comprometendo sua futura adaptação em sociedade.

O Acolhimento Familiar visa o melhor interesse da criança e do adolescente e o cumprimento da legislação em vigor.

Campanha da UNICEF

Existe uma campanha da UNICEF, chamada “Fale por mim” que luta pela não institucionalização de crianças de até três anos na América Latina e Caribe. A campanha presenta dados alarmantes da pesquisa na Romênia sobre os atrasos significativos no desenvolvimento das crianças pequenas acolhidas em instituições:

  • A cada ano que um bebê ou criança pequena passa em uma instituição perde quatro meses de desenvolvimento saudável;
  • Acontece seis vezes mais violência em instituições do que em famílias;
  • Existe três vezes mais abuso sexual nas instituições do que no cuidado de famílias;
  • As crianças pequenas são as mais vulneráveis em todas estas situações;
  • Podem ser identificados danos maiores no desenvolvimento das crianças que entraram nas instituições em idade precoce (até os 2 anos de idade).

Fontes: Instituto Geração Amanhã e Livro: Famílias Acolhedoras: Acolhendo a Primeira Infância

Texto original de Instituto Fazendo História

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